Jovem Pan > Notícias > Agronegócio > Tarifas dos EUA podem ser oportunidade ao agronegócio do Brasil, avalia Carlos Fávaro
De acordo com o ministro da Agricultura, taxas impostas pelo governo Donald Trump podem atrapalhar tanto o próprio mercado americano quanto os internacionais
- Por Jovem Pan
- 04/04/2025 13h08
Divulgação/Guilherme Martimom
Durante um evento sobre etanol de milho em Mato Grosso, Fávo destacou que o Brasil é competitivo e pode conquistar novos mercados
Na última quinta-feira (4), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avaliou que as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos como uma oportunidade para o agronegócio brasileiro. A partir deste sábado, os Estados Unidos implementarão uma taxa mínima de 10% sobre todos os produtos importados do Brasil, como parte de uma política de reciprocidade comercial. Durante um evento sobre etanol de milho em Mato Grosso, Fávo destacou que o Brasil é competitivo e pode conquistar novos mercados, mesmo em meio a turbulências internacionais. Ele acredita que a medida pode gerar inflação nos Estados Unidos, já que o aumento das tarifas encarecerá os produtos norte-americanos, e que o Brasil pode se beneficiar dessa situação, especialmente no setor pecuário.
Além disso, o ministro anunciou que o próximo plano safra priorizará os médios produtores, com o objetivo de manter o abastecimento e conter a inflação dos alimentos. Especialistas de safras e mercado avaliam que o impacto direto da tarifa sobre a carne suína brasileira será limitado, pois o país exporta pouco para os Estados Unidos. No entanto, o Brasil pode ganhar espaço em mercados como China e Japão, caso esses países adotem medidas de retaliação contra os norte-americanos. No mercado de grãos, a medida é vista como negativa para o complexo soja, com uma possível redução da demanda global pelos produtos dos Estados Unidos.
Com o fim da colheita no Brasil e o início da safra na Argentina, a expectativa é que a procura internacional se concentre cada vez mais na América do Sul. Enquanto o mercado se ajusta ao novo cenário, os próximos passos de grandes economias, como União Europeia, China, México e Canadá, serão decisivos para determinar o impacto real das tarifas e as possíveis oportunidades para o agronegócio brasileiro. A capacidade do Brasil de se adaptar rapidamente a essas mudanças será crucial para maximizar os benefícios potenciais. Por fim, a situação destaca a importância de estratégias de diversificação de mercado e inovação no setor agrícola brasileiro.
*Com informações de Valéria Luizette
*Reportagem produzida com auxílio de IA
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