Jovem Pan > Notícias > Mundo > Milhares de pessoas tomam às ruas dos EUA nos maiores protestos contra Trump
Manifestantes carregavam cartazes onde se lia ‘Não é meu presidente!’, ‘O fascismo chegou’, ‘Parem o mal’ e ‘Tirem suas mãos da nossa Seguridade Social’
- Por Jovem Pan
- 05/04/2025 19h55
CHARLY TRIBALLEAU / AFP
Manifestantes marcham durante o protesto nacional “Hands Off!” contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu conselheiro, o CEO da Tesla, Elon Musk, em Nova York
Milhares de manifestantes saíram neste sábado (5) às ruas de Washington e outras cidades dos Estados Unidos contra as políticas de Donald Trump, nos maiores protestos contra o presidente republicano desde seu retorno, no final de janeiro, ao poder. Uma grande faixa que dizia “TIRE SUAS MÃOS!” se estendia a poucos quarteirões da Casa Branca. Os manifestantes carregavam cartazes onde se lia “Não é meu presidente!”, “O fascismo chegou”, “Parem o mal” e “Tirem suas mãos da nossa Seguridade Social”. Jane Ellen Saums, de 66 anos, disse que estava aterrorizada com a campanha de redução da administração federal que Trump está conduzindo junto com o bilionário Elon Musk.”É extremamente preocupante ver o que está acontecendo com nosso governo, (…) tudo está sendo totalmente atropelado, desde o meio ambiente até os direitos pessoais”, queixou-se esta trabalhadora imobiliária.
Em um momento de crescente ressentimento mundial contra o republicano, foram realizadas manifestações contra ele em capitais como Paris, Roma e Londres. Uma coalizão composta por dezenas de grupos de esquerda, como MoveOn e Women’s March, convocou manifestações sob o lema “Tire suas mãos” em mais de 1.000 cidades e municípios americanos. Mais de 5.000 pessoas se reuniram no National Mall de Washington, perto da Casa Branca, ao meio-dia local. Entre os participantes havia figuras de destaque do Partido Democrata, como o legislador Jamie Raskin. “Despertaram um gigante adormecido, e ainda não viram nada”, declarou o ativista Graylan Hagler, de 71 anos, em meio à multidão reunida. “Não vamos nos sentar, não vamos nos calar e não vamos embora”.
*Com informações da AFP
Publicado por Sarah Paula
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