Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, declarou que apesar da nova alíquota de 10%, países concorrentes, como os da Europa e a China, estão enfrentando desafios maiores
- Por da Redação
- 04/04/2025 14h13
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Santin também mencionou a possibilidade de reajustes nos preços globais de alimentos diante da nova política tarifária dos EUA
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, declarou que as tarifas recentemente implementadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não devem causar um impacto significativo nas exportações de carne suína e tilápia. Embora a nova alíquota de 10% tenha sido estabelecida, países concorrentes, como a Europa e a China, estão enfrentando desafios maiores. “As exportações de suíno para os Estados Unidos foram, no ano passado, de 29 mil a 30 mil toneladas, quase US$ 70 milhões”, disse Santin. Antes isentos, os embarques agora terão a nova taxa mas, segundo o presidente da ABPA, os principais concorrentes estão em situação ainda mais desvantajosa.
“A Europa, por exemplo, que exportava para os Estados Unidos, tem tarifa de 20%.” No caso da tilápia, principal carne de peixe exportado pelo Brasil para os EUA, a taxa de 10% também não deve tornar inviáveis os negócios. “Os Estados Unidos são o maior destino da tilápia brasileira. No ano passado, exportamos 11 mil toneladas, o que representou US$ 50 milhões. Agora, a tarifa passa a ser 10%, mas concorrentes como o Vietnã e a China enfrentam taxas ainda mais altas, de 34%”, comentou.
Santin também mencionou a possibilidade de reajustes nos preços globais de alimentos diante da nova política tarifária dos EUA. “Pode acontecer de um importador repassar integralmente a tarifa ao consumidor, encarecendo o produto. Mas também pode haver um ajuste na margem de lucro para manter competitividade. São variáveis de mercado que ainda precisam ser acompanhadas”, explicou.
O governo brasileiro, destacou Santin, já se manifestou contra as tarifas e mantém diálogo com autoridades americanas. “Alimentos não deveriam ter barreiras tarifárias. O comércio de alimentos deve ser o mais livre possível para combater a fome no mundo”, afirmou.
*Reportagem produzida com auxílio de IA e Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias
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